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    Microbiologia20 de outubro de 2026

    Como implantar Petrifilm na rotina do laboratório

    Saiba como planejar a implantação de Petrifilm no laboratório, da escolha do método ao treinamento, aos registros e ao suporte técnico.

    Capa editorial escura com diferentes placas Neogen Petrifilm e referência à implantação na rotina do laboratório.

    Implantar Petrifilm na rotina do laboratório envolve mais do que substituir um consumível. A equipe precisa definir a pergunta microbiológica, selecionar a aplicação, revisar o método, preparar pessoas e registros e acompanhar o uso inicial.

    Uma implantação bem estruturada ajuda a manter escolha, protocolo e interpretação alinhados. Também reduz o risco de selecionar uma placa apenas pela sigla ou de aplicar uma alegação fora da matriz documentada.

    1. Comece pela pergunta microbiológica

    O primeiro passo é definir o microrganismo ou grupo que será avaliado e o tipo de resposta esperado.

    • Bactérias aeróbias: Petrifilm AC ou a aplicação rápida Petrifilm RAC.

    • Bolores e leveduras: Petrifilm YM ou a aplicação rápida Petrifilm RYM.

    • Escherichia coli e coliformes: Petrifilm EC ou a aplicação rápida Petrifilm REC.

    • Coliformes: Petrifilm CC ou a aplicação rápida Petrifilm RCC.

    • Enterobacteriaceae: Petrifilm EB.

    • Bactérias ácido-láticas: Petrifilm LAB.

    • Espécies de Staphylococcus DNase positivas, no contexto de Staphylococcus aureus: sistema Petrifilm STX.

    • Listeria em amostras ambientais: Petrifilm EL.

    • Bactérias heterotróficas em água: Petrifilm AQHC.

    • Salmonella em amostras enriquecidas: sistema Petrifilm SALX.

    • Bacillus cereus: Petrifilm BC.

    Esse mapa evita que placas com nomes próximos sejam tratadas como equivalentes.

    2. Confirme matriz, método e requisitos

    Depois de identificar a aplicação, a equipe deve verificar se a documentação contempla a matriz, o tipo de amostra e as condições pretendidas.

    A análise inclui:

    • instruções de uso vigentes;

    • preparo e diluição da amostra;

    • diluentes permitidos;

    • volume e técnica de inoculação;

    • tempo e temperatura de incubação;

    • faixa e critérios de leitura;

    • necessidade de confirmação;

    • requisitos internos, regulatórios ou de clientes;

    • validações específicas para o produto, método e matriz.

    Uma certificação ou validação não deve ser generalizada para todo o portfólio Petrifilm. A evidência precisa permanecer ligada à aplicação documentada.

    3. Diferencie versões convencionais e rápidas

    AC e RAC se relacionam a bactérias aeróbias. YM e RYM se relacionam a bolores e leveduras. EC e REC reúnem E. coli e coliformes. CC e RCC se relacionam a coliformes.

    As versões rápidas possuem protocolos próprios. A palavra rápida não autoriza uma substituição automática da versão convencional nem estabelece um único tempo de resultado para todas as aplicações.

    A decisão deve considerar a rotina, o método, a matriz e a documentação específica.

    4. Planeje os componentes do sistema

    Algumas aplicações exigem mais do que a placa.

    O sistema Petrifilm STX envolve a Placa STX e o Disco STX. O sistema Petrifilm SALX reúne base e suplemento de enriquecimento, Placa SALX e Disco de Confirmação.

    Esses componentes precisam entrar no planejamento de compra, armazenamento, treinamento e execução. A ausência de uma etapa ou componente pode descaracterizar o método previsto.

    5. Prepare infraestrutura e materiais

    A implantação deve verificar se o laboratório dispõe de condições e materiais compatíveis com o protocolo, incluindo equipamentos, incubação, pipetagem, diluentes, espalhadores quando aplicáveis, itens de coleta e recursos para registros.

    Também é importante revisar armazenamento, validade, identificação de lotes e previsão de consumo. Uma solução tecnicamente adequada precisa estar disponível de forma consistente para sustentar a rotina.

    6. Treine a equipe

    O treinamento deve conectar teoria e execução. A equipe precisa compreender:

    • finalidade de cada placa;

    • microrganismo ou grupo avaliado;

    • preparo da amostra;

    • inoculação e uso de acessórios;

    • incubação;

    • características de crescimento;

    • critérios de contagem, detecção ou confirmação;

    • registro de resultados;

    • tratamento de situações fora do padrão;

    • limites de interpretação do método.

    Treinar apenas o movimento operacional aumenta o risco de uma execução correta com interpretação inadequada.

    7. Padronize leitura e registros

    A leitura precisa seguir os critérios do guia aplicável. Fotografias de referência, exemplos de colônias, regras para placas muito numerosas ou interferências e critérios de confirmação podem apoiar a padronização.

    Os registros devem permitir rastrear, conforme a rotina da empresa:

    • produto e lote utilizados;

    • amostra e identificação;

    • diluição;

    • data e horário;

    • condições de incubação;

    • responsável pela execução e leitura;

    • resultado e observações;

    • desvios e ações adotadas.

    A rastreabilidade apoia investigação, repetibilidade e melhoria do processo.

    O que a padronização de leitura deve registrar

    Os guias mostram que “contar colônias” não é um critério único. AC e RAC possuem faixas de até 300 colônias; YM e RYM trabalham com referência de 150; EC e CC dependem de cor, gás e definição metodológica; EB combina colônia vermelha com halo amarelo e/ou gás; LAB diferencia padrões com e sem gás; STX pode exigir disco para colônias atípicas; EL pode gerar resultado qualitativo, semiquantitativo ou quantitativo; AQHC admite procedimento direto ou por filtro; e SALX separa resultado presuntivo de confirmação bioquímica.

    O procedimento interno precisa registrar o sinal visual esperado, a faixa recomendada, as interferências, a regra para estimativa ou resultado incontável e, quando aplicável, a necessidade de confirmação. Esses campos ajudam a reduzir interpretações baseadas apenas na sigla da placa.

    8. Acompanhe a fase inicial

    Nas primeiras utilizações, é recomendável acompanhar dúvidas, desvios, consistência de leitura, consumo de materiais e aderência ao procedimento.

    A revisão inicial pode revelar necessidade de reforço de treinamento, ajuste de registro ou esclarecimento de critérios. Qualquer mudança que afete o método deve seguir o processo técnico e documental da operação.

    9. Conecte cada aplicação ao programa correto

    Petrifilm EL precisa estar conectada ao programa de monitoramento ambiental de Listeria. Petrifilm SALX precisa estar conectada ao fluxo de enriquecimento, resultado presuntivo e confirmação de Salmonella. AQHC precisa estar ligada ao plano de amostragem e controle microbiológico da água.

    AC, YM, EC, CC, EB, LAB, STX, RAC, REC, RCC, RYM e BC precisam estar associadas às perguntas de contagem definidas pela operação.

    Essa conexão transforma a placa em parte de um sistema de controle, e não em uma escolha isolada.

    Como a BIOMEDH apoia a implantação

    A BIOMEDH atua como fornecedora e parceira técnica para apoiar:

    • identificação da aplicação relacionada à necessidade;

    • fornecimento das soluções e componentes;

    • planejamento da implantação;

    • treinamento da equipe;

    • orientação para uso conforme a documentação;

    • acompanhamento técnico da adoção.

    As amostras e análises permanecem sob responsabilidade do laboratório do cliente.

    Se sua equipe está avaliando Petrifilm, iniciando uma aplicação ou retomando o uso da linha, fale com um especialista BIOMEDH.

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